sábado, 18 de julho de 2026

Anvisa mantém suspensão de lotes antigos da Ypê por falhas na fabricação e risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve a proibição da venda, distribuição e uso de lotes específicos de produtos de limpeza da marca Ypê, incluindo desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, decorre do descumprimento de regras sanitárias obrigatórias descoberto durante uma fiscalização na fábrica da empresa no final de abril. Apesar de manter o veto aos produtos antigos, a agência liberou os itens fabricados mais recentemente após a empresa apresentar laudos que comprovam que as novas linhas estão seguras para o consumo.

A restrição atual foca exclusivamente nas mercadorias produzidas antes das adequações da fábrica. No caso dos desinfetantes das linhas Bak e Pinho, além de todos os detergentes de pia, o veto vale para os lotes com final 1 fabricados antes de primeiro de março de 2026. Já para os sabões lava-roupas líquidos, como o Tixan e as versões premium ou de coco, a suspensão atinge os lotes com final 1 produzidos antes de primeiro de abril deste ano. Os produtos que já estão nas prateleiras dos supermercados deverão ser monitorados pelas autoridades e pela própria fabricante para garantir que nenhum item proibido seja levado para casa pelos consumidores.

O problema com a marca começou no início de maio, quando a agência suspendeu mais de cem lotes da fabricante após encontrar 76 irregularidades na unidade industrial de Amparo, no interior paulista. Os fiscais apontaram falhas graves que traziam risco de contaminação por microrganismos. O sinal de alerta foi aceso principalmente porque, no final do ano passado, a Ypê já havia enfrentado um caso semelhante de contaminação em seus lava-roupas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Essa bactéria vive na água e no solo e costuma ser inofensiva para a maioria das pessoas. Porém, ela se torna muito perigosa para quem está com o sistema de defesa do corpo enfraquecido, como idosos, pessoas que passaram por transplantes ou pacientes em tratamento contra o câncer, podendo causar infecções graves. Por esse motivo, a vigilância sanitária destacou que o bloqueio desses lotes específicos funciona como uma medida de prevenção essencial para proteger a saúde de toda a população.

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