sábado, 8 de agosto de 2026

Antes de mastectomia, paciente ‘imortaliza’ os seios em ‘obra de arte’

Antes de passar por mastectomia, Jenn Carbajal decidiu “imortalizar” os seios numa espécie de “obra de arte”

Se seu corpo estava prestes a mudar para sempre, ela queria uma maneira de preservar a lembrança da sua versão que estava prestes a perder.

“Eu queria homenagear meus seios e ‘as meninas’ que passaram noites incontáveis ​​dançando comigo sob os globos de discoteca”, contou Jenn, de 35 anos, à “People”. “Eu sabia que, se não fizesse o molde, me arrependeria para sempre, porque meus seios e meu corpo nunca mais seriam os mesmos. E eles eram lindos demais para não serem lembrados!”, emendou ela.

Moradora de Los Angeles (Califórnia, EUA) e diagnosticada com câncer de mama no ano passado, Jenn comprou um kit de moldagem antes da cirurgia com uma ideia fixa: transformar o molde em uma escultura brilhante estilo discoteca.

Após a mastectomia unilateral realizada em 30 de junho, ela colou cuidadosamente centenas de pequenas pastilhas espelhadas na peça e, mais tarde, compartilhou o resultado no TikTok.

Antes de mastectomia, Jenn Carbajal 'imortalizou' os seios em 'obra de arte' — Foto: Reprodução/TikTok
Antes de mastectomia, Jenn Carbajal ‘imortalizou’ os seios em ‘obra de arte’ — Foto: Reprodução/TikTok
Antes de mastectomia, Jenn Carbajal 'imortalizou' os seios em 'obra de arte' — Foto: Reprodução/TikTok
Antes de mastectomia, Jenn Carbajal ‘imortalizou’ os seios em ‘obra de arte’ — Foto: Reprodução/TikTok

“Perdi o meu seio esquerdo para o câncer de mama e quero lembrá-lo para sempre”, escreveu ela no vídeo que viralizou. “Tenho um pedacinho de mim para sempre”, completou.

O tema discoteca não foi uma escolha criativa aleatória. Muito antes do diagnóstico, Carbajal já estava imersa na cena rave, adorava música house e até se apresentava como DJ sob o nome de DiscoJenn.

“Os globos de discoteca sempre me fascinaram. Há algo muito especial na forma como um globo de discoteca capta a luz. Mesmo quando tudo ao redor está escuro, ela reflete pequenos raios de luz por toda parte”, explicou ela.

Esse simbolismo se tornou ainda mais significativo ao passar pela cirurgia e pelo tratamento. Durante a recuperação, posicionar cada espelhinho manualmente lhe dava algo em que se concentrar em um momento em que simplesmente se olhar no espelho parecia avassalador.

“Houve tantos momentos, olhando para o meu próprio espelho, em que quis desistir e dizer: ‘Essa não sou eu. Esse não é o meu corpo. Por que isso está acontecendo comigo?’. Mas eu tinha tanto amor ao meu redor e tantas pessoas literalmente me apoiando”, desabafou ela.

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