

O técnico Carlo Ancelotti segue mantendo o mistério como sua principal estratégia na hora de escalar a Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Se o comandante escondeu o jogo durante a fase de grupos, a postura se repete para o primeiro desafio eliminatório do Brasil, que acontece na tarde deste domingo, dia 5 de julho, contra a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A grande questão nos bastidores é definir quem será o substituto de Lucas Paquetá, que desfalca o time após sofrer uma lesão na coxa esquerda durante a vitória por 2 a 1 contra o Japão.

Apesar de não confirmar oficialmente quem entra em campo, o treinador italiano deu fortes indícios de que o atacante Gabriel Martinelli é o favorito para assumir a posição. Em entrevista coletiva, Ancelotti explicou que o substituto precisa ter capacidade de ajudar na marcação pelo lado esquerdo quando o Brasil estiver sem a bola e, ao mesmo tempo, saber ocupar o espaço como meia-esquerda na hora de atacar. O técnico citou o nome de Martinelli duas vezes ao detalhar essas funções, destacando que as características do atleta se encaixam no modelo de jogo projetado para enfrentar os noruegueses, embora nomes como os volantes Danilo e Ederson e o atacante Matheus Cunha também corram por fora.
A boa notícia para a torcida brasileira é o retorno do atacante Raphinha, que volta a ser relacionado para uma partida. O camisa 11 estava afastado desde a segunda rodada da fase de grupos, quando machucou a coxa direita na vitória sobre o Haiti, e vinha sendo substituído pelo jovem Rayan. Raphinha intensificou os treinamentos com o restante do elenco nos últimos dias e, segundo Ancelotti, embora ainda não esteja com o condicionamento físico ideal para jogar os 90 minutos, será uma opção importante no banco de reservas para entrar no decorrer do segundo tempo.


Esbanjando bom humor ao fim da coletiva, o comandante fez um balanço bem-humorado da evolução do Brasil no mundial, dando notas crescentes para o desempenho da equipe a cada partida disputada. Segundo a avaliação do treinador, a Seleção começou com uma nota 5 na estreia contra o Marrocos, subiu para 6,5 diante do Haiti, alcançou nota 7 contra a Escócia e garantiu um 7,5 na última vitória contra o Japão, mostrando que o grupo chega aprovado e em linha de subida para o mata-mata.







