terça, 7 de julho de 2026

Ancelotti explica estratégia e cogita Endrick titular nas oitavas

A trajetória da seleção brasileira na Copa do Mundo tem sido marcada por reviravoltas e, no centro delas, está o jovem atacante Endrick. Após ser alvo de críticas e ironias globais pela decisão do técnico Carlo Ancelotti de deixá-lo no banco durante o empate por 1 a 1 contra o Marrocos na estreia do torneio, em Nova Jersey, o cenário mudou completamente. Pouco mais de duas semanas se passaram e o treinador italiano agora cogita escalar o atleta como titular na partida decisiva das oitavas de final, marcada para este domingo, dia 5 de julho, às 17h, contra a Noruega ou a Costa do Marfim.

A grande chance do ex-jogador do Palmeiras surgiu devido à lesão do meia Lucas Paquetá, que precisou ser substituído no intervalo do confronto desta segunda-feira, dia 29 de junho, contra o Japão, em Houston. Naquele momento, o Brasil perdia por 1 a 0 e o atacante foi o escolhido para tentar mudar a história do jogo. A mexida surtiu efeito e a seleção brasileira conseguiu uma vitória heróica de virada por 2 a 1, anotando o gol da vitória nos instantes finais do segundo tempo. Em entrevista coletiva após o duelo, Ancelotti elogiou a intensidade e o perigo que o jovem levou aos adversários e confirmou que estuda iniciar a próxima partida com ele entre os titulares para garantir mais força e presença dentro da área.

A entrada de Endrick também simbolizou uma mudança tática fundamental para o Brasil. Diante de uma defesa japonesa muito fechada que impedia as infiltrações pelo meio campo no primeiro tempo, a seleção mudou de estratégia na etapa final e passou a apostar em bolas aéreas, realizando 25 cruzamentos ao longo do jogo. Foi justamente em uma dessas jogadas que nasceu o gol de empate, marcado pelo volante Casemiro. O treinador avaliou a mudança como uma evolução importante para o grupo, mostrando que a equipe soube encontrar soluções criativas para superar um adversário difícil, bem diferente da facilidade encontrada na goleada por 3 a 0 sobre a Escócia na fase de grupos.

Além de garantir a classificação, o resultado positivo quebrou um longo tabu: o Brasil não vencia um jogo eliminatório de Copa do Mundo de virada desde 2002, quando derrotou a Inglaterra pelo mesmo placar de 2 a 1, no ano em que conquistou o seu último título mundial. Para Ancelotti, mais do que uma coincidência feliz, a virada contra o Japão sinaliza a maturidade de um time que, mesmo cometendo falhas individuais e saindo atrás no placar, manteve a cabeça no lugar e não se perdeu emocionalmente em campo.

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