sexta, 3 de julho de 2026

Anac investiga se helicóptero envolvido em colisão fatal fazia táxi-aéreo clandestino

A queda de dois helicópteros que se chocaram na manhã do último domingo, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro, levantou suspeitas de irregularidades no setor de aviação. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelou que está investigando se uma das aeronaves envolvidas no acidente, de prefixo PP-MAC, realizava transporte aéreo clandestino de passageiros. O órgão informou que já vinha rastreando o veículo desde 2025, após receber denúncias anônimas, e que os donos da aeronave chegaram a ser multados por se recusarem a prestar informações às autoridades. Por causa disso, o helicóptero havia sido colocado em uma lista de monitoramento prioritário, mas os fiscais não conseguiram localizá-lo nas vistorias presenciais realizadas em nove aeródromos da capital fluminense ao longo dos últimos meses.

O trágico acidente aconteceu nos arredores da Avenida das Américas, quando as duas aeronaves colidiram em pleno voo e despencaram sobre o estacionamento de uma concessionária de carros elétricos. O impacto provocou uma explosão instantânea e um incêndio de grandes proporções que destruiu pelo menos 20 automóveis que estavam no pátio. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h, mas a gravidade da queda não deixou sobreviventes. Todas as seis pessoas que ocupavam os helicópteros morreram na hora.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro assumiu o caso e aguarda a conclusão do laudo técnico do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por apurar as causas de desastres aéreos no país. Até o momento, os peritos já conseguiram identificar cinco das vítimas fatais: o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, o piloto brasileiro Alexandre Souza, os argentinos Gaspar Prim (influenciador digital conhecido como “Gaspi”) e Lucas Vignale (diretor de videoclipes), além do piloto brasileiro Charles Marsillac, que viajava sozinho no segundo helicóptero envolvido na batida.

A sexta vítima, cuja identificação oficial ainda depende de exames de DNA conduzidos pelo Instituto Médico-Legal (IML), é o cantor e produtor norte-americano Nickel Oliver Tree, de 32 anos. Conhecido internacionalmente como o “Rei do Hyperpop” e dono de sucessos globais como Life Goes On e Miss You, o artista cumpria uma agenda de compromissos profissionais e apresentações no Brasil. Os legistas já recolheram amostras biológicas necessárias para finalizar os exames e liberar o corpo do músico para a família.

Notícias relacionadas