domingo, 12 de abril de 2026

Alunos de Etec criam lixeira inteligente para descarte seguro de medicamentos

Um grupo de estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) de Araçatuba desenvolveu uma solução tecnológica para enfrentar um problema ambiental e de saúde pública silencioso: o descarte incorreto de remédios. O projeto, batizado de TampAI, consiste em uma lixeira automatizada que utiliza inteligência artificial para facilitar o recebimento de medicamentos vencidos ou sem uso, evitando que substâncias químicas contaminem o solo e a água. A iniciativa partiu dos alunos Rafael Batista Prescinato, Vitor de Assis Silva e Felipe Braga Beltran, todos de 17 anos, que identificaram a necessidade de um sistema mais eficiente e seguro para esse tipo de resíduo.

O funcionamento do equipamento prioriza a higiene e a praticidade, operando totalmente sem contato físico para reduzir riscos de contaminação. Através de sensores de presença, a tampa se abre automaticamente quando o usuário se aproxima e se fecha sozinha após o descarte. Internamente, um segundo sensor monitora o nível de preenchimento do recipiente, enviando dados em tempo real para uma plataforma digital. Essa conectividade permite que os responsáveis pelo recolhimento saibam exatamente quando o reservatório está cheio, evitando transbordamentos e otimizando a logística de coleta.

De acordo com os desenvolvedores, a motivação para o projeto surgiu ao perceberem que o descarte de remédios no lixo comum ou no esgoto é uma prática frequente, mas extremamente prejudicial. Quando descartados de forma errada, os componentes químicos podem atingir lençóis freáticos e cursos d’água, afetando a fauna, a flora e a própria saúde humana. Além do impacto ambiental, o descarte inadequado aumenta os riscos de intoxicações acidentais, especialmente com crianças, e a possibilidade de reutilização indevida de substâncias perigosas.

O protótipo levou cerca de sete meses para ser concluído e foi um dos destaques na Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), principal vitrine de inovação estudantil de São Paulo. Após o reconhecimento acadêmico, o objetivo dos jovens agora é levar a lixeira inteligente para o uso cotidiano da população. A proposta é que o equipamento seja instalado em locais de grande circulação, como farmácias, unidades de saúde e escolas, oferecendo uma alternativa viável e tecnológica para que a sociedade possa se desfazer de medicamentos de maneira responsável.

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