

O bolso dos brasileiros voltou a sofrer com a alta dos preços no mês passado. Dados divulgados nesta sexta-feira, dia 12 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação de 0,58% em maio. Embora o resultado aponte uma desaceleração em comparação aos meses de março e abril, o avanço acumulado nos últimos 12 meses atingiu a marca de 4,72%, ultrapassando o teto máximo de tolerância de 4,5% estipulado pelo Banco Central.

A alta do setor de alimentação e bebidas foi a grande vilã do mês, respondendo sozinha por metade de toda a inflação registrada no período. O grupo subiu 1,33%, registrando o maior aumento para um mês de maio desde 2015. Itens indispensáveis no prato das famílias registraram saltos expressivos, com destaque para a batata-inglesa, que disparou quase 45%, e o tomate, com alta superior a 20%. As carnes e a cebola também ficaram mais caras. De acordo com os analistas do IBGE, esse encarecimento é explicado pela redução na oferta desses produtos, pela alta dos fertilizantes gerada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pelo custo do frete rodoviário, muito utilizado para distribuir os alimentos no país.
A conta de luz também pesou significativamente no orçamento doméstico. O setor de habitação avançou 1,22%, impulsionado pelo reajuste de 3,67% na energia elétrica residencial. O encarecimento aconteceu devido à entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, que cobra uma taxa extra a cada 100 quilowatt-hora consumidos, além de reajustes autorizados em diversas capitais do país.


Por outro lado, o setor de transportes trouxe o único alívio para o bolso do consumidor em maio, apresentando uma queda média de 0,46%. A redução foi garantida pelo recuo no preço dos combustíveis, especialmente do etanol e do óleo diesel. A gasolina também ficou mais barata e acabou se tornando o produto que mais ajudou a segurar o índice geral para que a inflação não fosse ainda maior. Apesar desse alívio nas bombas, o cenário geral preocupa o mercado financeiro, que já projeta uma inflação acima de 5% para o fechamento deste ano.







