sexta, 17 de julho de 2026

Alerta de saúde: Vacinação anual contra a gripe é essencial para evitar casos graves e internações

A vacinação contra a gripe se mantém como a ferramenta mais eficaz para prevenir a influenza, uma infecção respiratória que atinge milhares de brasileiros todos os anos. Causada pelo vírus influenza, a doença vai muito além de um simples resfriado, podendo provocar febre alta, dores pelo corpo e de cabeça, garganta inflamada, tosse, coriza e um cansaço extremo. Em situações mais complexas, a infecção pode evoluir para quadros graves, gerando severa dificuldade para respirar, necessidade de internação hospitalar e, em casos extremos, risco de morte.

Uma das principais dúvidas da população é se o imunizante pode provocar a doença, mas os especialistas garantem que a vacina é feita com o vírus inativado e fragmentado, o que significa que ela é totalmente incapaz de causar gripe. O papel da dose é estimular o próprio organismo a criar defesas contra os tipos de vírus que mais estão circulando no momento. Como o vírus da influenza sofre mutações genéticas constantes, a composição da vacina é atualizada a cada temporada pela ciência. Por essa razão, a aplicação precisa ser anual, garantindo que o corpo esteja protegido justamente nos meses de inverno e férias, quando a transmissão de doenças respiratórias é muito mais intensa.

No estado de São Paulo, a campanha de vacinação começou em março para os grupos prioritários e, em junho, foi liberada para qualquer pessoa a partir dos 6 meses de idade, dependendo do estoque de cada cidade. No entanto, o Calendário Nacional de Vacinação destaca que bebês e crianças de até 6 anos incompletos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais têm recomendação médica expressa para tomar a dose anualmente. O alerta também é reforçado para mães no pós-parto, pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa, trabalhadores da saúde, professores, policiais, motoristas de transporte público e pessoas em situação de rua, que ficam mais expostas ao contágio devido à rotina ou à vulnerabilidade social.

A influenza é transmitida de forma muito rápida pelo ar, por meio de gotículas de saliva eliminadas quando alguém infectado fala, tosse ou espirra, além do contato com superfícies e objetos contaminados. Enquanto algumas pessoas manifestam apenas sintomas leves, o vírus pode evoluir para uma pneumonia ou agravar doenças que o paciente já possuía, como asma e problemas cardíacos. Para os grupos de risco, a vacina é um escudo que reduz drasticamente as chances de a doença pesar e exigir uma corrida aos prontos-socorros.

Por outro lado, existem poucas contraindicações: a vacina não deve ser aplicada em bebês menores de 6 meses. Quem já teve alguma reação alérgica grave a uma dose anterior da vacina contra a gripe deve passar por uma consulta médica antes de receber a nova aplicação. Para se vacinar, o cidadão só precisa procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa levando um documento de identidade e a caderneta de vacinação. Profissionais e pessoas de grupos específicos também devem apresentar um comprovante de sua condição de trabalho ou de saúde. Para quem ainda tem receios sobre a segurança, eficácia ou efeitos colaterais das doses, o governo paulista disponibiliza o portal “Vacina 100 Dúvidas” na internet para esclarecer a população.

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