


O planeta deve ultrapassar a marca crítica de 1,5°C de aquecimento global nos próximos anos, segundo alerta emitido pelas Nações Unidas nesta quarta-feira (2). Diante do diagnóstico, especialistas ambientais e econômicos advertem para o agravamento de eventos climáticos extremos — como secas severas, ondas de calor, tempestades avassaladoras e prejuízos expressivos na agricultura —, reforçando a necessidade urgente de frear a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

Dados apresentados pelo Sistema Global de Observação do Clima indicam que a temperatura média da Terra já se encontra cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com uma taxa de elevação de aproximadamente 0,26°C por década. Especialistas apontam que, no ritmo atual de emissões de gases do efeito estufa, a humanidade dispõe de um curto intervalo de três a quatro anos para evitar ultrapassagens ainda mais severas, cenário que tornaria a reversão do aquecimento progressivamente mais complexa e cara.
Além dos impactos ambientais, as mudanças climáticas impõem reflexos econômicos diretos, com perdas em infraestrutura, saúde e produção de alimentos que já comprometem cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Para conter a escalada dos danos, analistas defendem o aumento imediato dos investimentos globais na transição energética e na descarbonização, alertando que estratégias isoladas de adaptação não substituem a redução efetiva das emissões na fonte.


A projeção da ONU reforça a pressão sobre governos e líderes globais para o estabelecimento de metas mais rígidas contra a expansão das indústrias de combustíveis fósseis. Representantes de entidades ambientais enfatizam que os próximos encontros internacionais, a exemplo da COP31, representam oportunidades decisivas para pactuar o fim da expansão fóssil e conter a crise climática em escala planetária.







