

A grande final da Copa do Mundo de 2026, agendada para este domingo (19), às 16h, em Nova Jersey, carrega o peso inevitável do marketing em torno de Lionel Messi e Lamine Yamal. No entanto, embora as duas estrelas concentrem os holofotes e ilustrem as principais manchetes, a caminhada de Argentina e Espanha até a decisão dependeu diretamente de atletas operários. Eles são os chamados heróis “invisíveis”, que raramente aparecem no topo das fotos das celebrações, mas cujas atuações foram fundamentais para sustentar o sonho do título mundial.

Do lado argentino, o favoritismo de Messi é indiscutível: o camisa 10 lidera a artilharia com oito gols e participou diretamente de 12 dos 19 tentos marcados pela equipe. Porém, a segurança para o craque criar na frente vem da solidez do zagueiro Cristian Romero. O defensor é o dono da sexta melhor nota no quesito defensivo do Power Ranking da Fifa e foi o pilar que garantiu a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal. Romero também mostrou valor no ataque ao iniciar, com um gol de cabeça, a reação que garantiu a classificação nas oitavas contra o Egito. Seu parceiro de zaga, Lisandro Martínez, compensa a estatura de 1,75 metro com precisão nos lançamentos longos e senso de posicionamento, tendo inclusive marcado um gol na atual campanha. No meio-campo, o elemento surpresa tem sido Alexis Mac Allister, que se destacou pela eficiência no jogo aéreo e quase balançou as redes duas vezes contra os ingleses.
Pelo lado espanhol, a força coletiva se reflete em uma defesa quase intransponível, que sofreu apenas um gol em todo o torneio. A grande novidade do setor foi o lateral-direito Pedro Porro, que assumiu a vaga do lesionado Dani Carvajal e alcançou a segunda melhor nota defensiva da competição segundo as estatísticas oficiais, atrás apenas do companheiro Rodri. O lateral também se tornou uma arma ofensiva ao tabelar com Yamal, anotando o gol que selou a vitória por 2 a 0 sobre a França na semifinal.


Vindo do banco de reservas, o meia Mikel Merino assumiu o papel de talismã da “Fúria” nesta Copa. Ele marcou os gols decisivos que garantiram os triunfos magros contra Portugal, nas oitavas, e Bélgica, nas quartas, repetindo o feito histórico que já havia operado na Eurocopa de 2024. No ataque, a grande realidade é Mikel Oyarzabal. Embora não seja um nome badalado mundialmente, ele é o artilheiro isolado da Espanha no torneio com cinco gols e ostenta uma marca impressionante: balançou as redes em todas as seis finais que disputou ao longo de sua carreira profissional.
Quando a bola rolar no gramado norte-americano, as câmeras seguirão fixadas nos passos de Messi e Yamal. Contudo, as trajetórias de Romero, Mac Allister, Porro e Oyarzabal provam que o destino da taça mais cobiçada do planeta pode muito bem ser selado por um coadjuvante pronto para cravar, em definitivo, seu nome na história do futebol.







