

A partida deste domingo, dia 5 de julho, contra a Noruega, vale muito mais do que uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo para a Seleção Brasileira. No gramado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, o time canarinho entra em campo focado em derrubar dois fantasmas de uma só vez: vencer os escandinavos pela primeira vez na história e voltar a eliminar uma seleção europeia em um mata-mata de Mundial, algo que não acontece há 24 anos.

A Noruega carrega a marca de ser a única seleção do planeta que o Brasil já enfrentou e nunca conseguiu derrotar. No histórico do confronto, são quatro partidas disputadas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico. O primeiro duelo aconteceu em 1988, em um amistoso que terminou empatado em 1 a 1. Quase dez anos depois, em 1997, os noruegueses aplicaram uma goleada por 4 a 2 sobre o Brasil de Zagallo, derrubando uma invencibilidade brasileira que já durava quase quatro anos. Curiosamente, aquela equipe norueguesa contava com o lateral Alf-Inge Haaland, pai do astro Erling Haaland, principal ameaça do time atual.
O encontro mais emblemático ocorreu na Copa do Mundo de 1998, na França. Já classificado, o Brasil abriu o placar com Bebeto, mas cedeu a virada por 2 a 1 nos minutos finais da partida. O último jogo entre os dois países foi em 2006, outro amistoso que terminou empatado em 1 a 1. Em entrevista coletiva, o lateral-esquerdo Douglas Santos destacou que esse retrospecto negativo serve como combustível extra para o elenco entrar motivado e mudar a história do confronto.


Além de vencer o “carrasco” nórdico, o Brasil precisa quebrar um jejum incômodo contra equipes da Europa em fases eliminatórias de Copa do Mundo. Desde que conquistou o pentacampeonato em 2002 em cima da Alemanha, a Seleção Brasileira acumulou eliminações dolorosas e traumáticas para os europeus. A sequência negativa começou em 2006, com a derrota por 1 a 0 para a França de Zidane nas quartas de final. Em 2010, veio a virada por 2 a 1 para a Holanda, seguida pelo inesquecível e marcante 7 a 1 contra a Alemanha na semifinal de 2014, jogando em casa.
Nas edições mais recentes, o roteiro de decepções continuou. Em 2018, a Bélgica eliminou o Brasil nas quartas de final com uma vitória por 2 a 1 na Rússia. Já no último Mundial, disputado no Catar, a queda veio de forma dramática nos pênaltis contra a Croácia, após um empate na prorrogação. O atacante Matheus Cunha revelou que o grupo conversa abertamente sobre esses tropeços passados e que o maior desejo dos atletas é evitar reviver a dor da desclassificação. Para ele, o caminho até o título exige superar essas grandes dificuldades, e o grupo está pronto para escrever um capítulo diferente a partir de hoje.







