quinta, 28 de maio de 2026

Alcolumbre sinaliza que nova vaga no STF pode ficar para depois das eleições

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou a aliados que não pretende acelerar a escolha de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições de outubro. A decisão ocorre logo após a histórica rejeição de Jorge Messias pela Casa, e reflete a visão do senador de que não seria oportuno votar um nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva faltando menos de seis meses para o pleito eleitoral. Essa postura de adiamento deve atingir inclusive nomes próximos a Alcolumbre, como o senador Rodrigo Pacheco, que era considerado um dos favoritos para assumir o posto.

A atual crise entre os poderes foi desencadeada nesta quarta-feira (29), quando o Senado barrou a entrada de Jorge Messias no STF com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. O resultado foi um marco político, pois Messias precisava de 41 votos para ser aprovado e acabou sendo o primeiro indicado ao tribunal a ser rejeitado em 132 anos. A última vez que algo semelhante aconteceu foi em 1894, no governo de Floriano Peixoto, quando cinco nomes foram derrubados pelos senadores da época.

Jorge Messias, que ocupa o cargo de advogado-geral da União, havia sido a escolha de Lula para substituir Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. Embora tivesse passado pela primeira etapa na Comissão de Constituição e Justiça com 16 votos a favor, o nome enfrentou forte resistência no plenário. Antes mesmo da votação decisiva, Alcolumbre já vinha demonstrando insatisfação com a demora do Governo Federal em oficializar a indicação, o que ajudou a desgastar a relação política e culminou na derrota do governo no Senado.

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