sábado, 18 de julho de 2026

Agro paulista dribla queda nos preços globais, aumenta volume de vendas e fatura mais de US$ 10 bilhões

O agronegócio do estado de São Paulo fechou os primeiros cinco meses de 2026 com um saldo altamente positivo de US$ 8,37 bilhões em sua balança comercial. Esse excelente resultado é fruto de um volume expressivo de exportações, que alcançou a marca de US$ 10,85 bilhões, enquanto as importações de produtos estrangeiros totalizaram US$ 2,48 bilhões. Com esse desempenho, o campo consolidou sua força na economia do estado, sendo responsável por quase 40% de tudo o que São Paulo vendeu para o exterior no período.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, o balanço positivo tem um mérito especial porque foi conquistado em um momento de desvalorização dos preços das mercadorias agrícolas no mercado internacional. O faturamento total teve uma leve redução de 3,2% em comparação com o ano passado devido à queda nas cotações globais de itens importantes, como o açúcar e o suco de laranja. No entanto, os produtores paulistas compensaram esse cenário enviando uma quantidade maior de mercadorias para fora, registrando um aumento de 5,2% no volume físico embarcado em relação ao mesmo período do ano anterior.

Açúcar e álcool continuam liderando as vendas internacionais do setor no estado, representando mais de 21% do total exportado, o equivalente a US$ 2,3 bilhões. O setor de carnes aparece logo em seguida, somando US$ 1,8 bilhão, com grande destaque para a carne bovina. Completando a lista dos principais produtos paulistas que ganharam o mundo estão o complexo da soja, os produtos vindos de florestas plantadas — como celulose e papel — e os sucos de frutas. O setor de carnes, o da soja e o florestal, inclusive, registraram um crescimento expressivo no faturamento este ano, impulsionados pela forte demanda internacional.

A China segue firme como a maior parceira comercial do campo paulista, comprando quase um terço de tudo o que o setor produz para exportação, com foco em carne, soja e celulose. Em seguida, aparecem os países da União Europeia e os Estados Unidos como os destinos mais frequentes das cargas. Com esses números, São Paulo mantém o segundo lugar no ranking dos estados que mais exportam produtos agrícolas no Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso. Para o segundo semestre, os especialistas projetam que o setor continue forte, especialmente com a possibilidade de abrir novos mercados para o açúcar brasileiro na Ásia devido a restrições de fornecimento em outros países produtores.

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