segunda, 17 de agosto de 2026

Agosto terá dois eclipses visíveis a olho nu, com espetáculo da Lua vermelha no Brasil

O mês de agosto reservou um prato cheio para os amantes da astronomia, trazendo dois fenômenos celestes impressionantes que poderão ser acompanhados a olho nu em diferentes partes do planeta. O grande destaque para o público brasileiro será um eclipse lunar quase completo, que promete transformar a aparência do nosso satélite natural. Paralelamente, moradores do Hemisfério Norte poderão contemplar um eclipse solar total, evento em que a Lua encobre completamente o disco do Sol.

O eclipse lunar terá seu ápice na madrugada do dia 28 de agosto. A movimentação começará na noite do dia 27, por volta das 23h30 pelo horário de Brasília, atingindo o ponto máximo por volta de 1h da manhã. O espetáculo poderá ser observado de todos os estados do país. De acordo com os astrônomos do Observatório Nacional, até 95% da superfície da Lua ficará coberta pela sombra mais escura da Terra e ganhará uma tonalidade avermelhada, provocada pelo reflexo da luz solar ao atravessar a atmosfera terrestre. Para assistir ao fenômeno no Brasil, não é preciso nenhum equipamento especial, bastando procurar um local aberto e com pouca iluminação artificial.

Já o eclipse solar total está previsto para o dia 12 de agosto, mas não estará visível em solo brasileiro. O bloqueio completo do Sol por parte da Lua desenhará uma faixa de observação de cerca de 300 quilômetros de largura, contemplando países como Espanha, Portugal, Islândia, Groenlândia e Rússia, além de trechos do norte da África. Cientistas alertam que a observação direta do Sol exige óculos com proteção certificada ou filtros de soldador número 14, pois olhar sem proteção adequada pode causar danos irreversíveis à visão e até cegueira.

Ambos os fenômenos ocorrem devido ao alinhamento direto entre a Terra, a Lua e o Sol no espaço. Enquanto o eclipse solar acontece na fase de Lua Nova — beneficiado pela coincidência em que o Sol é 400 vezes maior que a Lua, porém está 400 vezes mais distante —, o eclipse lunar exige a fase de Lua Cheia para que o satélite cruze a sombra projetada pelo nosso planeta. Quem não puder acompanhar os eventos ao ar livre ou estiver fora das áreas de cobertura poderá assistir à transmissão ao vivo e gratuita dos dois eclipses pelo canal oficial do Observatório Nacional no YouTube.

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