domingo, 9 de agosto de 2026

Agosto Dourado reforça a amamentação como pilar de saúde, economia e sustentabilidade

A Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 deu início às ações do Agosto Dourado com o tema que destaca a amamentação para um começo de vida sustentável, sob diretrizes da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno. A mobilização, apoiada pelo Ministério da Saúde, busca ampliar o apoio à amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida, reforçando que o leite materno é fundamental para a nutrição infantil, a segurança alimentar e a redução das desigualdades no país.

A importância desse incentivo reflete a rotina de mães como a dona de casa Lorrany Duarte, que busca garantir o aleitamento exclusivo para a filha recém-nascida no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga. Após vivenciar dificuldades na primeira gestação e precisar recorrer precocemente às fórmulas infantis, Lorrany conta agora com a orientação profissional e a ajuda da irmã para manter a amamentação no peito, garantindo melhor desenvolvimento e imunidade para o bebê.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Pediatria alertam que, embora as fórmulas infantis sejam indicadas em casos específicos de necessidade médica, elas são alimentos ultraprocessados e não substituem as propriedades do leite materno. A entidade critica o forte assédio comercial e a propaganda ostensiva das indústrias sobre profissionais de saúde e famílias, lembrando que a legislação brasileira proíbe patrocínios a médicos e restringe a publicidade de mamadeiras e chupetas para evitar o desmame precoce e a confusão de bicos.

Além dos ganhos diretos para a saúde do bebê, o aleitamento materno traz impacto econômico positivo para o orçamento familiar e para o sistema de saúde público. Mães que amamentam gastam menos com medicamentos e insumos, enfrentam menor absenteísmo no trabalho por doenças infantis e contribuem para a redução da mortalidade infantil. O Brasil registra avanços históricos na área, saltando de menos de 5% de amamentação exclusiva nos anos 1980 para mais de 45% nas pesquisas mais recentes, mantendo a meta de alcançar 70% de cobertura até 2030.

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