domingo, 10 de maio de 2026

Agência que criou mascote do TSE mantém contrato anual de R$ 6 milhões com a Corte

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou recentemente a mascote Pilili, criada para celebrar as três décadas de uso da urna eletrônica no Brasil, mas os bastidores da sua criação revelam um investimento contínuo em publicidade. A personagem é fruto do trabalho da Octopus Comunicação, uma agência com sede em Santo André (SP) que possui um contrato de R$ 6 milhões por ano com o tribunal. A empresa, comandada pelo publicitário Paulo Cesar Ferrari, presta serviços de propaganda e distribuição de campanhas institucionais para o órgão desde 2022.

A agência Octopus, que tem quatro décadas de mercado e unidades em várias capitais brasileiras, é a responsável por diversas ações de comunicação do TSE. Apenas nos primeiros meses de 2026, a Corte já reservou cerca de R$ 5,4 milhões para pagamentos vinculados a esse contrato de publicidade. O objetivo da parceria, segundo os documentos oficiais, é garantir que as mensagens do tribunal cheguem de forma eficiente aos cidadãos através de diferentes estratégias de mídia.

A nova mascote, lançada oficialmente na última segunda-feira, foi desenhada com um estilo de desenho animado e traz uma proposta de isenção total. De acordo com o tribunal, a Pilili é uma representação humana da própria urna eletrônica, mas sem gênero definido para evitar qualquer tipo de estereótipo. A ideia é que ela simbolize a tecnologia de forma neutra e amigável para todos os eleitores.

O nome da personagem também possui uma origem curiosa e familiar para o eleitorado brasileiro. “Pilili” foi escolhido como uma onomatopeia, ou seja, uma tentativa de reproduzir em texto o som característico emitido pelo aparelho quando o voto é confirmado. Com essa iniciativa, o TSE espera reforçar a confiança no sistema eleitoral e comemorar o aniversário do equipamento que se tornou o símbolo da democracia no país.

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