terça, 16 de junho de 2026

Acusado de matar jovem diz à polícia que cometeu crime por ressentimento de ofensa

Um homem de 53 anos, que se tornou réu por homicídio qualificado no interior de São Paulo, apresentou uma justificativa polêmica para o assassinato de uma jovem de 20 anos na cidade de Pontal. Em depoimento oficial prestado à Polícia Civil, o acusado, identificado como Cleomar Borges Gomes, afirmou que desferiu o ataque violento contra a vítima porque guardou mágoa após ter sido chamado por ela de “velho safado”. O conteúdo das declarações do agressor foi divulgado pela rádio CBN Ribeirão.

De acordo com a versão apresentada pelo réu ao delegado do caso, a suposta discussão teria acontecido alguns dias antes do assassinato, durante uma reunião familiar na residência da irmã dele. As investigações apontam que a vítima, Geniane Pereira, foi morta a facadas na manhã do dia 24 de abril deste ano, quando caminhava em direção ao seu trabalho. No momento da abordagem, a jovem estava acompanhada por uma amiga de caminhada, que é justamente a filha de Cleomar.

A jovem foi surpreendida pelo homem em plena via pública e acabou atingida por pelo menos nove golpes de faca, que perfuraram as regiões do pescoço, peito e barriga. Geniane sofreu ferimentos graves e morreu antes mesmo de receber socorro. Diante das autoridades, Cleomar tentou minimizar a crueldade do ato, alegando que não tinha o plano de tirar a vida da moça e que cometeu o crime porque as palavras ditas por ela ficaram se repetindo em sua mente. Ele citou que a jovem mandou ele criar vergonha na cara e que aquela frase o desestabilizou, embora garantisse que nunca havia pensado em matar ninguém antes.

Apesar de o criminoso negar que tivesse segundas intenções com a jovem, pessoas próximas e testemunhas que já foram ouvidas pela Polícia Civil desmentiram a versão de Cleomar e relataram que Geniane vinha sofrendo assédios constantes por parte dele. Após o assassinato, o homem fugiu da cidade, mas foi localizado por agentes de segurança cinco dias depois escondido em Ribeirão Preto, onde acabou preso e confessou a autoria das facadas. No mês de maio, a Justiça acatou o pedido do Ministério Público e abriu o processo criminal contra o agressor por homicídio qualificado, que segue em andamento enquanto a comarca local define a data em que o réu será levado a júri popular.

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