


A construção de aceiros em propriedades rurais desponta como uma das principais medidas preventivas para proteger lavouras, pastagens e reservas ambientais contra a expansão de queimadas. Consistindo em faixas de terra completamente limpas e livres de vegetação, essas estruturas funcionam como barreiras físicas capazes de interromper a propagação das chamas de uma área para outra, podendo ser abertas manualmente ou com o suporte de maquinários agrícolas.

Especialistas e órgãos do setor recomendam que o isolamento seja feito nos limites de cada propriedade, no entorno de áreas de preservação permanente, reservas legais e trechos identificados com maior vulnerabilidade ao fogo. A largura da faixa deve acompanhar as condições do relevo e o porte da vegetação local, variando de três metros entre divisões internas de cultivo até seis metros ao redor de vegetações nativas. Para garantir a eficácia do bloqueio, o trabalho de abertura deve ser concluído antes do início da estiagem, exigindo manutenção periódica para remover restos vegetais acumulados.
A estratégia ganha ainda mais força quando aliada a um planejamento estruturado na rotina do campo. O monitoramento contínuo das áreas críticas, o controle do acesso de pessoas e a elaboração prévia de um plano de emergência — com rotas de fuga, locais seguros para o manejo do gado e proteção para benfeitorias — são passos fundamentais indicados pelo Guia Interativo de Prevenção a Incêndios Florestais, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento em conjunto com o Corpo de Bombeiros.











