Quarta, 18 de Setembro de 2019
TRF3: Dilador não tem envolvimento com organização criminosa
18/08/2019 as 09:12 | Araçatuba | SBT Interior
Despacho do desembargador José Lunardelli, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região de São Paulo, diz que o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), neste momento, não tem envolvimento com a organização criminosa apontada pela Polícia Federal, que operava dentro da Prefeitura de Araçatuba.

Dilador foi citado no relatório de investigação da PF como "facilitador" do esquema, comandado por José Avelino Pereira, o Chinelo, que, segundo a PF, superfaturava e fraudava contratos de prestação de serviços com a prefeitura.

Para o TRF3, os elementos apontados na investigação ainda são insuficientes para mostrar a participação, de alguma forma, de Dilador no caso.

“Muito embora os fatos objeto de investigação envolvam contratos e convênios de administração municipal específica (e seus vínculos com um conjunto de pessoas jurídicas), não há, por ora, elementos concretos que permitam a manutenção deste inquérito sob acompanhamento originário desta Regional, ante o fato de não haver, neste momento da apuração, indícios bastantes de participação de agente detentor de prerrogativa de processamento e julgamento”, afirma o desembargador.

A defesa de Dilador acredita no arquivamento, porém, as investigações que apuram o envolvimento de Dilador no caso não foram encerradas. O despacho não inclui a vice-prefeitura de Araçatuba, Edna Flor, que é citada no relatório da PF após organizar uma reunião política com Chinelo durante as investigações.

​O CASO

Chinelo é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado, durante dois anos, R$ 120 mil mensais de contratos com o município que somam R$ 15 milhões.

De acordo com a PF, a investigação criou três grupos suspeitos de envolvimento na organização: os articuladores, colaboradores e facilitadores. É neste terceiro grupo que Dilador Borges, Edna Flor e o ex-vereador Papinha são citados.

Na investigação, a Polícia Federal teria descoberto que os facilitadores tinham conhecimento da titularidade de Chinelo sobre as pessoas responsáveis por celebrar os contratos com a prefeitura. Dilador, Edna e Papinha negam.

Segundo o documento, 28 pessoas - entre as 15 presas - são citadas no relatório.

​​Chinelo, que teve prisão preventiva decretada pela Justiça, além de pecuarista, sindicalista e empresário, é presidente regional do PSB (Partido Socialista Brasileiro).​
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