Quinta, 25 de Abril de 2019
Casal que recrutava alunos para Medicina de Fernandópolis é preso
25/03/2019 as 07:00 | Fernandópolis | Da Redaçao
Um casal foi preso no mês de fevereiro depois de recrutarem estudantes de medicina em Pedro Juan Caballero, Ponta Porã e Ciudad Del Este. Eles também são acusados de dar calote em vários estudantes que pagaram cerca de R$ 70 mil por uma vaga na universidade brasileira e ficaram sem o dinheiro e sem a vaga na instituição de ensino.

Não há informações se realmente o casal agia em nome da Universidade Brasil ou era meramente estelionatários que aproveitavam da situação para dar um golpe em alunos. Mas o RN obteve a informações de que a Universidade estaria abrindo uma espécie de filial em Ponta Porã-MS.

A noticia da prisão do casal foi divulgado pelo portal “pontaporainforma” no último dia 20 de março, dando ênfase a investigação do Ministério Público Federal de Jales, mencionando que o órgão investigador recomendou à Universidade Brasil que cancele parte das matrículas de alunos de medicina do campus de Fernandópolis.

Desde 2016, mais de 300 estudantes foram admitidos no curso, ultrapassando o limite de vagas permitido à instituição pelo Ministério da Educação. O caso chegou ao MPF paulista após denúncia de alunas sobre o excesso de estudantes no campus, o que inclusive estaria gerando prejuízo à qualidade do ensino no local.

Segundo atos autorizativos do MEC, a Universidade Brasil pode oferecer até 205 vagas nas turmas dos dois primeiros anos de graduação, 128 para o terceiro ano e 80 para cada um dos quarto, quinto e sexto anos do bacharelado. Contudo, no ano passado, as turmas referentes ao segundo ano, por exemplo, apresentavam 403 alunos, quase o dobro do permitido pelo Ministério da Educação.
Listas de classificação – A recomendação orienta a universidade a elaborar listas de classificação para cada ano do curso, priorizando os alunos admitidos na instituição após aprovação em vestibular e, caso sobrem vagas, os ingressantes por meio de processo seletivo de transferência, observada a pontuação de cada estudante no certame. Com base nestas listas, a instituição deverá eliminar os alunos que estejam classificados além do limite autorizado pelo MEC em cada ano da graduação.
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