Quinta, 23 de Maio de 2019
Banqueiro que atuava na região vira réu por dívida de R$ 617 mi
15/03/2019 as 10:00 | Araçatuba | SBT Interior
Denunciado pelo Ministério Público Federal, o banqueiro José João Abdalla Filho, conhecido como Juca Abdalla, tornou-se réu em mais uma ação penal por sonegação tributária.

Desta vez, ele responderá pelo crime após acumular uma dívida de R$ 617 milhões com a Receita Federal referente a impostos que deixaram de ser pagos entre 2006 e 2008.

As irregularidades foram cometidas na gestão da S.A. Central de Imóveis e Construções, companhia que o empresário comandava à época em Araçatuba (SP).

Abdalla é dono também do Banco Clássico, no qual ele mantinha uma conta por onde passou parte dos recursos não declarados.

"A partir dessas transações, as autoridades fiscais analisaram a contabilidade da empresa imobiliária e constataram que mais de R$ 480 milhões em receitas haviam sido omitidos dos livros diários no período". disse o MPF.

De acordo com o órgão, a manobra viabilizou a sonegação de uma série de tributos que incidiria sobre esse montante, entre eles o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e parcelas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Além dos impostos em atraso, a dívida consolidada de R$ 617 milhões com a Receita inclui a aplicação de juros e multas.

"Durante as investigações, embora tenha negado a prática de sonegação, Abdalla não justificou a ausência dos registros na contabilidade da S.A. Central de Imóveis e Construções nem apresentou documentos que demonstrassem a regularidade do faturamento da empresa", afirma a Promotoria.

Esta não é a primeira ação penal que o MPF propôs contra Abdalla por sonegação de tributos.

Ele já é réu em um processo criminal que tramita na Justiça Federal em Americana (SP) por omitir das autoridades fiscais mais de R$ 3 milhões recebidos em 2010 e 2011 pela Jupem Participações e Empreendimentos, empresa da qual é diretor-presidente.

O dinheiro seria oriundo do arrendamento de imóveis rurais da companhia a uma usina de açúcar da região.

A reportagem não conseguiu contato com o réu.
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