Quarta, 21 de Agosto de 2019
Beto Richa é denunciado por corrupção e fraude à licitação
25/09/2018 as 22:00 | Brasil | Da Redaçao
O MPPR (Ministério Público do Estado do Paraná) denunciou nesta terça-feira (25) o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, e outras 12 pessoas sob acusação de corrupção e fraude à licitação.

O grupo é suspeito de participar de desvios em obras de abertura e manutenção de estradas rurais no Paraná, durante o primeiro mandato do tucano (2011-2014).

De acordo com os promotores, o ex-governador era "o principal destinatário" dos desvios negociados entre empresários e membros de seu governo, e estava "plenamente ciente" dessas tratativas.

"[Richa] não apenas convalidou todo o arranjo criminoso, como também dispensava ordens para garantir que os pagamentos ilícitos por parte dos empresários fossem, de fato, efetivados", diz trecho da denúncia.

Entre as provas juntadas pelo Ministério Público, estão gravações e trocas de mensagens entregues pelo delator Tony Garcia, ex-deputado estadual e amigo de Richa, e uma auditoria do edital que teria sido fraudado pelo grupo.

O ex-governador chegou a ser preso por quatro dias no início do mês, em meio à campanha, durante a fase de investigação.

Libertado por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), ele nega as suspeitas, mantém a candidatura ao Senado e diz que sua prisão teve motivação política.

Além do ex-governador, foram denunciados o irmão do tucano e ex-secretário da Infraestrutura, José Pepe Richa; o ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo; e o empresário Joel Malucelli, suplente licenciado do senador e candidato à Presidência Alvaro Dias (Podemos), entre outras pessoas.

Todos negam as acusações. Malucelli e outros empresários mencionados na denúncia afirmam que tiveram, inclusive, que cobrar o governo do estado na Justiça por pagamentos atrasados do contrato.A ex-primeira-dama Fernanda Richa, que também foi alvo da operação do início do mês e chegou a ser presa junto com o marido, não foi denunciada.

A denúncia ainda precisa ser aceita pela Justiça. Só então os 13 denunciados se tornarão ou não réus.A prisão de Richa e dos outros acusados é alvo de investigação disciplinar do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), por ter ocorrido durante o período eleitoral. O tucano aparecia em segundo lugar na disputa pelo Senado. Com informações da Folhapress.
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