Quarta, 14 de Novembro de 2018
Presidente santista rebate acusações e ataca vice do clube
14/09/2018 as 07:47 | Brasil | Da Redaçao
Acuado pela crise política que culminou em votação que pode destituí-lo da presidência do Santos, José Carlos Peres adotou a estratégia de minimizar a influência de Orlando Rollo, vice-presidente santista, neste processo e no futuro do clube.

"Nunca houve um racha. Houve essas espetadas, é duro. Não o ataquei, só falei verdades. Ninguém sabe quem é o vice. Quem governa é o presidente. Quem está respondendo por dois impeachments sou eu. Vice tem de estar no lugar dele, de colaborar com o clube. Não prometi nada [cargo] a ninguém. Sou contra", disse em entrevista coletiva concedida após a apresentação oficial do atacante Felippe Cardoso, ex-Ponte Preta, nesta quinta (13).

Peres é acusado de infringir o estatuto do clube por ser sócio de uma empresa que agencia jogadores durante a gestão, o qual ele nega, e também de tentar não submeter as contratações ao Comitê de Gestão.

"Nunca torci contra o meu time, nem quando estava insatisfeito. Fico muito triste que tenha pessoas que, pelo interesse, pelo poder, torcem contra", apontou Peres. "Estou sofrendo um boicote diário, essa é uma grande realidade. A situação do clube era caótica."

No próximo dia 29, os sócios do clube deverão votar o impeachment de Peres, em processo aberto pelo Conselho Deliberativo santista. "Quem manda no clube é sócio, não adianta vir nessa aventura de quem manda é o conselho. Eu participei daquela casa e sei como funciona, infelizmente", afirmou.

ROLLO REBATE

Cerca de uma hora depois de o presidente santista se manifestar no CT Rei Pelé, Orlando Rollo convocou entrevista coletiva em um escritório em Santos. O vice santista disse que o atual mandatário vem, nos últimos dias, usando a máquina do Santos para atacá-lo e para se promover.

De acordo com Rollo, Peres ainda mudou completamente depois que venceu as eleições e passou a tomar decisões sozinho, sem consultar os membros do Comitê de Gestão. "O regime é presidencialista? Não, existe um Comitê de Gestão. E ele começou a gerir o clube por conta própria, negociações, contratações, e depois comunicava o comitê. Isso durou alguns meses e membros do comitê foram se indignando", argumentou. Com informações da Folhapress.
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