Quinta, 18 de Outubro de 2018
Júri analisa história de atendente que matou enfermeira boliviana
12/06/2018 as 17:51 | S. J. do Rio Preto | DHoje Interior
Começou por volta das 13h30 desta terça-feira (12) o julgamento popular do atendente William Ferreira Egri de 30 anos acusado de matar a mulher com um golpe de canivete a mulher, boliviana Maribel Laura Tancara Nina, enfermeira, 33, anos. O crime aconteceu na casa do réu ao bairro Solo Sagrado zona Norte da cidade durante a tarde de domingo em 21 de junho de 2015 após uma discussão, já que a mulher queria voltar para o país de origem com a filha na época com sete meses.

William que está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) foi encontrado em flagrante no sofá da residência onde vivia a rua Bernardo Bavaresco, briga teria sido motiva quando Laura que veio da decidiu terminar a relação com Ferreira e queria voltar para casa dos pais na Bolívia.

Nesta terça serão ouvidas pelo menos sete testemunhas da história além do avô paterno e dois PM’s que atenderam a ocorrência. Após o sorteio das pessoas que irão compor conselho de sentença o juiz presidente da plenária de júri aberta ao público deverá assinar ainda hoje no fim da tarde a decisão com os votos da maioria dos jurados, que poderá absolver ou condenar o réu por homicídio qualificado.

O processo de primeira instância está sendo analisado há pelo menos três anos na 5º Vara Criminal do Fórum Dimas Rodrigues Almeida na região central de Rio Preto.

HISTÓRIA

Ao longo da briga a vítima teria apontado um canivete para o réu que alega em sua defesa ter desarmado a mulher e acabou ferindo-a com o mesmo instrumento na região do pescoço. “Julgo que a garantia da ordem pública estaria ameaçada caso se soltasse o autuado nessa fase inicial, tendo-se originado o crime em violência doméstica e familiar contra a mulher, ilícito que infelizmente tem-se tornado tão comum que beira a banalidade no sentir da sociedade”. Afirma a magistrada Maria Letícia Pozzi Buassi ao converter a prisão temporária a preventiva do acusado.

Quatro dias depois do sepultamento da enfermeira morta pelo marido na quarta (24) ao cemitério municipal São João Batista, túmulo onde havia sido enterrada foi encontrado por funcionários com o corpo nu e, dentro do caixão, ao lado ovos de galinha, uma garrafa com água, maçã, iogurte e peças de roupas íntimas.

Na época a Polícia Civil abriu apurações para verificar se perturbação foi causada para celebrações religiosas, relações sexuais ou até furto, delegada Dalice Ceron, da delegacia da mulher, ouviu os pais da vítima já pelas características objetos que foram encontrados têm ligação com uma tradição boliviana onde os mortos são enterrados com alimentos.

A Família da enfermeira chegou a reivindicar a guarda da menina ainda durante o velório da mãe. Depois do crime, por decisão do juizado da criança e adolescente a filha do casal que morava com os pais de Diego; foi abrigada no Projeto Teia, que acolhe crianças em situação de risco.

SUMIU COM A NETA

Em agosto o juiz Evandro Pelarin da Vara da Infância e Juventude determinou que a criança na época com um ano de vida ficaria com os avós maternos e os familiares por parte de pai poderiam visitar a menina em dias específicos, porém hoje os pais do atendente acusam os avós maternos de sair ilegalmente do país com a criança.

Advogada contratada pelos familiares do réu Gisele de Oliveira Lima informou que vai pedir a repatriação da neta. A reportagem do DHOJE tentou um contato com a jurista por telefone, mas fomos informados através de seu escritório que ela já estava no Fórum.
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