Terça, 11 de Dezembro de 2018
O Melhor Caminho é Dialogar
16/04/2018 as 07:52 | Fernandópolis | Marcos Orati
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Texto para reflexão: Deuteronômio 6:”4. Ouça, ó Israel (pais): O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor.5. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.6. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.7. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.”

Criar filhos é um desafio constante para os pais, independentemente dos tempos.
Muitos pais ficam sem saber o que fazer diante das vontades dos filhos. Constantemente surgem os dilemas se os pais devem ou não deixar os filhos fazerem algo, que, na concepção dos pais não deve ser feito.

Robert Cialdini, em seu livro As armas da persuasão cita uma pesquisa muito interessante de Jonathan Freedman que pode nos ajudar nesta questão.
Freedman pesquisou comportamentos de meninos de 7 a 9 anos. A pesquisa consistiu em colocar as crianças numa sala, com vários brinquedos, mas proibiu, com algumas ameaças, os meninos de brincarem com um certo de tipo de robô. Após a ordem dada, as crianças foram deixadas livres 77% das crianças optaram por brincar com o robô que havia sido proibido.

Num outro experimento, meninos foram colocados na mesma sala, mas apenas foram alertados, mas sem tanta veemência, para não brincarem com aquele tipo de robô. E as razões foram explicitadas. Apenas 1 dos 22 meninos tocou no robô.

Seis semanas depois, os mesmos meninos foram deixados na mesma sala e o fato interessante é que aqueles meninos que não foram ameaçados em tocar no robô, não demonstraram interesse pelo brinquedo, enquanto os meninos que tinham sido ameaçados, com palavras proibitivas, 33% escolheram justamente o robô.

Este estudo mostra que na tarefa de educar uma criança, dialogar, e não proibir simplesmente é o melhor caminho.
Crianças precisam aprender que certas coisas não são permitidas, não porque simplesmente os pais as proíbem. Muitas crianças obedecem seus pais, não porque o valor da obediência esteja inculcada no seu coração, mas porque sofrem ameaças. Quando os pais se afastam, e o estudo de Freedman apontou para isso, a tendência é que vão fazer exatamente aquelas coisas que proibidas de fazerem, sob ameaças muitas vezes.

Cialdini coloca, por exemplo, a questão da mentira. Crianças devem ser educadas que mentir é errado, não porque, se forem surpreendidas mentindo terão sua língua cortada.

O melhor caminho é mostrar para elas que mentir é simplesmente errado. Se isso não for o suficiente, dizer que mentir não é um ato esperado e do agrado dos pais. Ou mostrar para as crianças que mentir deixará os pais desapontados.

Cialdini lembra que o mais importante é fazer com as crianças não sejam obedientes pontuais ou apenas para não contrariar os seus pais, mas fazer com que as mesmas cultivem um compromisso a longo prazo com a verdade.

Este estudo nos lembra que simplesmente proibir por proibir não é o melhor caminho. Os resultados do proibir por proibir são imediatos e efêmeros. Não são consistentes.

De forma oposta, dialogar e explicar as razões de um comportamento errado, pode proporcionar aos filhos comportamentos corretos a longo prazo, mesmo que os pais não estejam presentes.

É difícil colocar em prática tal princípio? Sim, é, mas com o canal do diálogo aberto no relacionamento pais e filhos e acima de tudo, confiando em Deus e com muita oração, os pais que adotarem esta prática colherão melhores frutos nos futuro em relação ao comportamento de seus filhos.

Deus abençoe
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