Quarta, 20 de Junho de 2018
Santa Casa de Fernandópolis e Sindicato são alvos de investigação
13/03/2018 as 12:57 | Fernandópolis | Da Redaçao
O site A VOZ DAS CIDADES de Jales iniciou uma investigação a partir de várias denúncias relatadas por funcionários do setor da saúde das Santas Casas de Jales e Fernandópolis.

Segundo informações estaria acontecendo dentro do hospital, Santa Casa de Fernandópolis através de uma assistente social, funcionária da instituição e também diretora do Sindicato da Saúde de São José do Rio Preto, e também através de outras pessoas da administração/diretoria, que os Funcionários estariam sendo coagidos a assinar documentos dando quitação e/ou desistindo do crédito que possuem numa Reclamação Trabalhista que tramita perante a Vara do Trabalho de Fernandópolis contra a Santa de Fernandópolis.

Segundo informações essa coação para assinar documentos estaria ocorrendo porque o Juiz do Trabalho teria solicitado documentos neste processo, uma vez que a Santa Casa de Fernandópolis e o Sindicato de São José do Rio Preto (saúde), teria feito uma “assembléia” e elaborado “acordos” de forma irregular.

Paralelo a estas denúncias referente a este processo trabalhista que envolve os funcionários e ex funcionários da Santa Casa de Fernandópolis, o site foi informado, por trabalhadores que uma pessoa, de nome Nelci, funcionária do Sindicato da Saúde de São José do Rio Preto esteve nas dependências do Hospital (Santa Casa de Fernandópolis e Jales) na última semana colhendo assinatura dos trabalhadores em um Livro, informando os mesmos, que seria a respeito do “aumento/dissidio”, quando na verdade é para autorizar o desconto da contribuição sindical.

No dia 08 de Março após o site A VOZ DAS CIDADES, ter conhecimento da vinda desta
Nelci, Funcionária do Sindicato de Saúde de São José do Rio Preto, ligamos para o próprio Sindicato e questionamos Dr Robynson Silva, Advogado do Sindicato que NEGOU que houvesse colhimento de assinaturas em qualquer Livro, bem como negou qualquer tipo de coação aos funcionários da Santa Casa de Fernandópolis.

O site enviou questionamentos ao Administrador Hospitalar da Santa Casa de Fernandópolis, Duílio Igor de Oliveira a respeito dos fatos narrados na reportagem e de toda esta situação vivida e relatadas pelos trabalhadores; que por email, o Administrador Hospitalar respondeu:

Não procede nenhuma informação que foi passada ao jornal, mesmo porque quem solicitou o pagamento por acordo foram os próprios funcionários através de assembleia requisitada pelos mesmos.

Em contato com a Advogada dos Reclamantes Dra. Majori Alves de Carvalho, a mesma informou que teve conhecimento desta “suposta assembléia” e destes “supostos acordos” em audiência realizada no dia 24/01/2018, na Vara do Trabalho de Fernandópolis, quando também nesta mesma oportunidade teve conhecimento que seu antigo colega de trabalho, o advogado, Dr. Robynson, teria atravessado uma petição se habilitando no processo, sem a anuência dos Reclamantes, bem como da advogada dos mesmos.

Disse a Dra. que requereu ao Juiz (Dr. Marcel De Avila Soares Marques) que seja oficiada a OAB, para que tome as medidas cabíveis ao caso, sobre os atos praticados pelo Dr. Robynson, uma vez que o mesmo infringiu nitidamente o Código de Ética e Disciplina da classe.

Disse ainda a Dra. que requereu ao Juiz que seja realizada perícia nos documentos juntados pela Santa de Fernandópolis, uma vez que nestes documentos contém assinaturas de trabalhadores e tudo indicada que foram documentos produzidos recentemente com data retroativa, com por exemplo um “suposto abaixo assinado” e também para averiguar se as assinaturas são realmente dos Reclamantes.

Com relação aos “supostos acordos”, disse a Dra. que será investigado pelo Ministério Público do Trabalho ( Dr. Tadeu Henrique Lopes da Cunha), com instauração de Procedimento Próprio, a pedido do próprio Juiz, uma vez que há indícios que os trabalhadores foram e estão sendo coagidos a assinar documentos abrindo mão de praticamente 90% de seus créditos trabalhistas, em defesa de seus empregos e também deve ser investigado por que para esta “suposta assembléia” não foram convocados os ex funcionários da empresa, que por sua vez também são partes neste processo.

Para finalizar acrescentou a advogada que esta Execução Trabalhista é composta por mais de 480 reclamantes, sendo 99% das Ações propostas pela advogada, de forma individual.

Disse que os créditos dos Reclamantes e os honorários assistenciais da Dra. já estão liquidados (apurados), devendo apenas serem atualizados e posteriormente pagos pela Santa Casa.

Porém, diante das situações colocadas e principalmente das atitudes estranhas praticadas pelo Sindicato e advogado, tudo deverá ser alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho.
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