Quarta, 20 de Setembro de 2017
Revisão de contratos na Santa Casa gera aumento de receita
12/09/2017 as 23:43 | Fernandópolis | Da Redaçao
A entrada de uma nova administração na Santa Casa de Fernandópolis mostrou que as diretorias anteriores não estavam no caminho certo. Bastou à chegada de pessoas sem compromisso empresarial, cultural ou até mesmo com laços de amizades entre irmandades fez com que contratos absurdos fossem revistos e reduzidos a percentuais significativos.

A confirmação partiu da provedoria da Santa Casa durante uma sabatina na Câmara Municipal de Fernandópolis requisitada pelos vereadores que querem transparência nas contas da entidade e que o serviço seja prestado com excelência a população.

Alguns questionamentos foram feitos, principalmente sobre a possibilidade de o Pronto Socorro assumir o atual papel do UPA, que poderá ser fechado pela atual administração. Outras indagações foram feitas em relação à dívida de mais de R$ 30 milhões deixada pelas provedorias anteriores.

Mas o aperto mesmo ficou por conta do presidente da Associação de Amigos, Fernando Lyra, que na oportunidade, requereu dados e informações sobre um aparelho que teria sido retirado e levado para a Santa Casa de Andradina. Lyra questionou a falta de pagamento de alguns prestadores de serviços que estariam sendo prejudicados.

O portal regiaonoroeste.com também requereu informações sobre a existência de contrato com prestadores de serviços que ganhavam mais que a entidade. O RN obteve a informação que havia uma discrepância na prestação de alguns serviços. Havia contratos onde o profissional era remunerado com 80% do valor do serviço, enquanto a Santa Casa ficava apenas com 20% do faturamento.

A atual provedoria disse que não seria o momento ideal para dar nome dos beneficiados que há anos retiravam quantias absurdas da entidade, deixando ainda mais crítica a situação financeira. O provedor garantiu que dará dados sobre a readequação dos contratos dentro da realidade do município de Fernandópolis.

A renegociação foi considerável e deu um fôlego de vida a entidade que respira sem ajuda de aparelho, mas ainda permanece em estado crítico à beira da UTI. Fala-se no aumento de receita de até 40%.

A vereadora Maiza Rios, autora de um requerimento que pede a abertura total da contas da Santa Casa, obteve a garantia do provedor Fernando Cordeiro Zanqui que seus questionamentos serão respondidos, mas terá aguardar um pouco mais até o levantamento dos dados.

Maiza quer ir a fundo sobre reformas e ampliações na estrutura física e ainda a visualização de todo o setor contábil desde 1998, ou seja, a abertura definitiva da “caixa Preta”. A vereadora quer ir mais além, aprofundando nos bens arrecadados e vendidos pela entidade.
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