Sexta, 20 de Outubro de 2017
Criança morre em pronto-socorro e família ​alega negligência
12/08/2017 as 11:49 | Birigui | SBT Interior
Uma criança de sete meses, identificada como Enzo Samuel Amaro Rosa, morreu em um pronto-socorro de Birigui, nesta sexta-feira (11). A família alega negligência do médico plantonista que estava na unidade. As informações são do SBT Interior.

De acordo com boletim de ocorrência, a criança começou a passar mal, com febre e vômito, na quinta-feira (10) e foi levada pelos pais para o pronto-socorro.

Ela foi atendida por um médico, que aplicou uma injeção de Dramin no bebê e pediu que a criança ficasse em observação. Uma hora depois, o médico liberou Enzo e disse que os pais deveriam procurar um pediatra nesta sexta-feira pela manhã.

Mesmo após o atendimento, a criança continuou passando mal em casa e, com medo, ela foi levada novamente pelos pais até o pronto-socorro.

O médico pegou a criança e a levou até a sala de emergência. Duas horas depois, ele voltou e disse que a criança tinha morrido engasgada com o próprio vômito.

O registro informa que o médico disse que não tinha como atestar a causa da morte da criança e que os pais deveriam registrar boletim de ocorrência sobre o caso.

“Da primeira vez, o médico tratou com descaso. Ele nem colocou a mão no meu filho. De madrugada, quando corremos para o pronto-socorro, vimos que ele não estava bem. Ninguém falou nada sobre o que fizeram com ele lá dentro da sala de emergência. Só chamaram para dizer que ele tinha falecido. Ele estavam cuidando de um ser humano. Talvez não tenham amor por uma criança, mas o pai e a mãe com certeza tem. Imagina você ficar mais de duas horas sem saber o que está acontecendo com o seu filho”, disse o pai da criança, José Aparecido Vieira Rosa, em entrevista ao SBT Interior.

“Estamos pedindo justiça porque não é fácil. A gente não tem recurso. Meu filho foi tratado como um animal porque o médico não colocou a mão nele”, afirmou.

O corpo do bebê foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) e passaria por exame necroscópico, antes de ser liberado para o velório e enterro.
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